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“O lado técnico não faz senão duplicar nossas possibilidades de descoberta. Não sou pintor senão no momento de bater a fotografia, de escolher meu ângulo, meu plano. (…) A arte é a capacidade de errar; e só o Homem pode tentar o erro, porque a máquina, felizmente, não pode.” G.B.

Geraldo de Barros (Chavantes, 1923 — São Paulo, 1998)

Geraldo foi um dos artistas pioneiros na pesquisa de novas formas de produção de imagens artísticas utilizando câmeras fotográficas. Seu trabalho contribuiu para que, atualmente, possamos considerar a fotografia um tipo de arte.

No período em que realizou suas obras, na década de 1940, as máquinas fotográficas eram muito diferentes das atuais: com menor quantidade de recursos técnicos, se comparadas às câmeras profissionais de hoje, permitiam que as imagens fossem capturadas em rolos de filme. Estes eram revelados para que, numa terceira etapa do processo, fossem realizadas cópias de uma mesma imagem em papel. Além de fotografias, Geraldo fez desenhos, pinturas e criou móveis para uma fábrica chamada Unilabor.