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ARTE À PRIMEIRA VISTA: uma exposição de artes para criançãs jovens e adultos

À primeira vista

Normalmente, usamos a expressão à primeira vista para o amor, para aquela sensação que nos conquista ao primeiro contato com alguém, que no futuro poderá ser ou não o nosso amado. Nessa exposição encontraremos com as obras de alguns artistas, talvez pela primeira vez, talvez em um segundo encontro, mas o que importa é que os objetos aqui apresentados possam começar um novo e grande amor pela arte. Então, arte à primeira vista poderá ser um caminho iniciado.

O Navio de Leonilson nos transporta a uma característica de sua obra: registrar as suas viagens em agendas e cadernos com desenhos que transformaram toda a sua vida em imagens. Leó viajou de navio, avião, carro e conquistou o mundo com seus trabalhos. Desenhos com lápis, luzes e linhas de bordado.

Lygia também fez suas linhas, linhas orgânicas, linhas de um percurso infinito na arte, obras que propostas por ela nos fazem também participar de seus caminhos. Enquanto recorto o papel vou caminhando. Quando dobro, transformo o papel em esculturas móveis, moles como bichos. Bichos que não sâo bichos, cadeiras que não são verdadeiras?

Objetos que estão presentes e ausentes?

Regina recorta e dobra a madeira de uma cadeira??? Mas é uma cadeira de verdade? Ou é uma ilusão?

Ilusão e sombra de objetos ausentes são mentiras das imagens? Ou engano dos nossos olhos?

Geraldo é fotógrafo. Fotógrafo que também ilude, transformando as imagens de seus registros em imagens criadas por seus recortes. Recorta e cola e mente de um jeito diferente. Imagem mente? Confunde os nossos olhos da gente, que curiosos perguntam:

Menina: isso é nariz ou sapato? Muro ou gato?

Os olhos de Kracjberg não se enganam e abrem os nossos para oque acontece ao redor.

A natureza está sendo queimada, as árvores derrubadas, mas a força da obra de Krajcberg está além de tudo isso. Ele viaja, se embranha na mata para registrar em fotos e denunciar que a natureza vai acabar se o homem não souber cuidar.

A força da obra de Mira está na sua delicadeza. Pequenos pedaços coloridos de papel colados e acompanhados por letras miúdas que inscrevem a sua obra em uma história da arte que apenas começa: arte para sempre vista.

Renata Sant’Anna e Valquíria Prates